O peleando e os 100 mil
Recentemente, o peleando atingiu a marca dos 100 mil acessos.
Aos amigos do peleando, o meu agradecimento e o meu abraço.
E um Feliz 2012, com muita saúde, paz e harmonia.
Newton Fabrício
Recentemente, o peleando atingiu a marca dos 100 mil acessos.
Aos amigos do peleando, o meu agradecimento e o meu abraço.
E um Feliz 2012, com muita saúde, paz e harmonia.
Newton Fabrício
Lá nos anos 70, foi publicado um livro sobre um negro que chegava à Presidência dos Estados Unidos.
Era algo tão impensável, naquele país tão racista, que só mesmo no mundo da ficcção isso poderia acontecer.
Jamais se tornaria realidade.
Pois pouco mais de 30 anos depois, um negro chega ao Poder, na nação mais poderosa do mundo.
Mas, tudo começou a mudar no dia 1º de dezembro de 1955, quando uma negra de 42 anos, se indignou e resolveu tomar uma atitude, lá em Montgomery, nos confins do Alabama, triste Estado onde sempre viveram negros pobres e miseráveis, desiludidos com o preconceito e a opressão.
Na época, vigia uma lei estadual no Alabama (e em outros Estados também havia) que proibia os negros de sentarem junto dos brancos, nos ônibus.
Os brancos sentavam na frente; os negros, nos fundos.
Mas não era só isso.
Se um branco estivesse de pé, ele podia exigir de algum negro (ou negra) que estivesse sentado nas primeiras quatro fileiras dos fundos que levantesse, ficasse de pé, que o branco queria sentar.
E ninguém dizia nada.
Todo mundo obedecia.
E achavam tudo bem normal.
(Na verdade, havia negros que sentiam a injustiça como uma lança em brasa no peito. Mas, com séculos de escravidão no lombo, essa era apenas mais uma, de tantas outras).
Até que uma negra olha pro branco e diz:
- Aqui, não. Aqui tu não senta.
Foi presa e condenada.
Mas o branco não sentou no lugar dela.
Isso não.
Fabrício
Obs: esse foi o estopim da luta de Martin Luther King pelos Direitos Civis, que incendiaria os Estados Unidos por quase 15 anos.
Obs 2: anos depois, a Suprema Corte dos Estados Unidos, enfim, decidiu: aquela mulher, negra, altiva e indignada tinha razão.
Ninguém ia sentar no lugar dela.
O lugar tinha dono.
Ou melhor, dona.
E declarou inconstitucional a lei racista e vergonhosa do triste Estado do Alabama, onde, há séculos, os negros pobres e miseráveis viviam desiludidos com o o preconceito e a opressão.
E esses negros puderam, enfim, levantar o queixo e encher o peito de orgulho.
Pela luta daquela mulher, Rosa Parks, uma simples costureira que resolveu mudar o mundo.
Obs 3: outros negros se revoltaram e foram presos e condenados antes dela, mas a História deles se esqueceu.
Obs 4: quando penso que a Magistratura poderia lutar e mudar o mundo, estou sonhando?
Convido os amigos para o lançamento do Caderno de Literatura, nº 20, da Ajuris.
O evento será realizado no dia 09 de novembro de 2011 (quarta-feira), às 20h, na 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, Memorial do Rio Grande do Sul.
Será entregue um exemplar mediante a doação de um quilo de alimento não perecível, que será destinado a uma entidade de caridade.
Um abraço.
Newton Fabrício
Quando eu olho em direção ao horizonte e vejo aquela enorme bandeira do Rio Grande peleando, orgulhosa e altaneira, com o vento e a chuva desse invernoso setembro, eu penso no destino desta terra.
E sinto um imenso orgulho de ser gaúcho, de ter nascido na Pátria gaudéria, de ter no sangue a história farroupilha.
Penso nas Missões - onde nasci -, nas raízes que trago na alma.
Penso nas duas Fronteiras – com o Uruguai e com a Argentina -, onde me aquerenciei um tempo, tentando fazer Justiça.
Penso nas Pedras Brancas, do outro lado do Rio, de onde partiram os farrapos, 176 anos atrás, atual Comarca de Guaíba, onde também tentei distribuir Justiça.
Penso em Dois Irmãos, na região de colonização alemã, no princípio da Serra, a minha primeira Comarca como juiz de Direito, onde deixei tantos amigos.
E a luta pela Justiça continua em Porto Alegre.
Porque o destino do Rio Grande é pelear por um mundo melhor.
O meu, também.
Como aquela baita bandeira, que peleia com o vento e a chuva desse invernoso setembro.
Em 19 de setembro de 2011.
Newton Fabrício
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