Peleando contra o Poder

6/11/2008

O Prefácio do Mestre Dallari

Arquivado sob: — admin @ 8:39 pm

O Dr. Dalmo de Abreu Dallari, jurista internacionalmente respeitado, com diversos livros publicados, é um defensor da dignidade humana e dos princípios éticos que norteiam o Direito e a Justiça.
É, em síntese, um grande humanista.
Mas é mais que isso, ainda.
É um grande ser humano.
E foi pela grandeza de sua alma que prefaciou o meu primeiro livro, o Peleando contra o Poder.
Ao Mestre Dallari, a minha gratidão, o meu respeito e o meu abraço.
À dimensão da sua alma iluminada se deve a cortesia e a gentileza dos elogios, muito além do que penso merecer.

Newton Fabrício.

Prefácio

“O gaúcho é, antes de tudo, um rebelde”, é o que se poderia dizer, parafraseando Euclides da Cunha e tendo em conta a figura do gaúcho no imaginário dos brasileiros de outras paragens, construída a partir da história, tumultuada e cheia de desafios, do Rio Grande do Sul. Este é um livro de um gaúcho, portanto, de um rebelde no melhor sentido, daquele que tem a sagrada rebeldia dos resistentes, dos que não se intimidam, dos que não negociam sua honra, dos que não se acomodam, dos que não se calam por conveniência.
O autor, um magistrado, toma por base fatos reais, colhidos em sua experiência de juiz e de militante da democracia e da Justiça, combina a narração dos fatos com expressões poéticas e com testemunhos da sabedoria simples de seu povo, e o resultado é que saboreando a beleza literária o leitor vai encontrando a história do nosso tempo. Neste livro o autor se revela um grande contador de histórias, mas de histórias vividas, de histórias exemplares, que põem a vivo os contrastes entre a ética e o oportunismo, entre a resistência corajosa e a rendição pusilânime, entre a autenticidade dos que vivem segundo suas crenças e seus princípios e o faz-de-conta dos que negam por seus atos aquilo que afirmam por suas palavras.
Com lealdade e coragem, sem ocultar-se no manto das insinuações, sem procurar poupar-se para evitar alguma espécie de prejuízo, o autor faz a crítica de situações e personagens, como quando se refere à degradação da magistratura por um alto personagem, contando “o milagre e o santo”, segundo velha expressão brasileira. Numa linguagem elegante, sem agredir a pessoa mas sem rodeios e meias-palavras, o autor faz a crítica do comportamento de um Ministro do Supremo Tribunal Federal que, tendo sido antes Deputado, continuou a se comportar como se ainda fosse um líder parlamentar fazendo o jogo da política. Esse fato tem o registro crítico do autor.
Dando ainda um testemunho do nosso tempo, o autor, mais uma vez sem calculismo e com serena coragem, lembra os que foram vítimas da ditadura, os que foram resistentes de vanguarda e que sofreram violências pelo atrevimento de denunciarem as arbitrariedades e por exigirem respeito ao direito, à ética, à liberdade, à democracia e à dignidade da pessoa humana. “A história é mestra da vida”, disse Marco Túlio Cícero, o grande tribuno romano, e o autor lembra as violências recentes como fatos da história, não instilando ódio ou pedindo vingança mas reavivando a memória e despertando as consciências, para que não se repitam as aventuras que produziram tantas injustiças e foram, e ainda são por alguns efeitos, altamente danosas aos interesses do povo brasileiro. Alguns desses aventureiros ainda andam por aí e é importante que todos os que têm responsabilidades públicas e que podem influir na escolha dos caminhos para o futuro sejam alertados, para que não haja o mínimo encorajamento a novas aventuras antidemocráticas.
Em síntese, este livro de Newton Fabrício proporciona o prazer da leitura agradável e das imagens poéticas, ao mesmo tempo em que vale como um registro da história recente e uma exortação à resistência, para que daqui por diante a sociedade brasileira se conduza pelo caminho luminoso do respeito aos princípios fundamentais proclamados na Constituição, pela proteção da dignidade humana e pelo compromisso com a Justiça.

Prof. Dalmo de Abreu Dallari

De volta à Praça…

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A Feira do Livro voltou à Praça “dos jacarandás floridos e das raparigas em flor” (não sei ao certo se essa expressão é do Mário Quintana ou do Veríssimo).
Pois eu estou voltando à Praça, através da obra “104 que contam".
Sou um dos 104 contistas da oficina literária do Mestre Charles Kiefer, o Patrono da Feira do Livro.
A sessão de autógrafos será no dia 10 de novembro, às 20 horas, no Memorial do Rio Grande do Sul (térreo).
Aos amigos que nos derem a honra de lá comparecer, fica registrado desde já um grande abraço.

Newton Fabrício

18/7/2008

Nota pública

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10/4/2008

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7/2/2008

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Aos amigos do Peleando…

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